
Quando falamos em vícios, é importante compreender que eles podem se apresentar de diferentes formas: relacionados ao uso de substâncias, a determinados comportamentos ou até mesmo a padrões emocionais recorrentes.
Dentro do APPBIO, essa investigação pode acontecer tanto no Rastreio Medicinal quanto no Rastreio BioEmocional. Porém, existe uma diferença importante na terminologia utilizada em cada linha.
Por isso, saber o que pesquisar e onde pesquisar torna o rastreio mais objetivo.
Vício, dependência e Drogadição: onde pesquisar no APPBIO?
No Rastreio Medicinal, os pares relacionados aos vícios estão organizados dentro da nomenclatura Drogadição.
Portanto, ao realizar uma pesquisa nessa linha, o terapeuta não deve se limitar à palavra “vício”.
Uma das portas de entrada é pesquisar:
Drogadição
Já no Rastreio BioEmocional, encontramos caracteres relacionados a vícios, permitindo investigar também aspectos emocionais e comportamentais relacionados ao quadro apresentado pelo paciente.
Essa diferença de nomenclatura é importante.
Em resumo:
Rastreio Medicinal → pesquisar Drogadição
Rastreio BioEmocional → pesquisar Vício e, principalmente, os sinais, sintomas e comportamentos apresentados pelo paciente
Isso permite utilizar as duas linhas de maneira complementar, quando fizer sentido para o atendimento.
Quais tipos de vícios podem aparecer no relato do paciente?
A investigação não deve ficar restrita às dependências químicas mais conhecidas.
No levantamento utilizado pelo APPBIO, podemos considerar diferentes manifestações, entre elas:
Álcool, opioides, cocaína, alucinógenos, tabaco, uso inadequado de medicamentos prescritos, cannabis, inalantes, fenciclidina, anfetaminas, cafeína, antidepressivos e relaxantes, além de outras substâncias.
Também podem ser relatados comportamentos repetitivos ou compulsivos relacionados a:
jogos de azar, comida, internet e redes sociais, sexo/pornografia, videogames, trabalho, atividade física, chocolate, doces, fofoca, fazer cursos, limpeza e organização, entre outros.
Há ainda comportamentos como cleptomania, piromania e agressividade compulsiva, que exigem especial atenção e encaminhamento profissional adequado quando identificados.
É importante destacar que essa lista serve para orientar a investigação dentro do material de rastreio. Ela não significa que todos esses comportamentos sejam classificados clinicamente da mesma maneira como transtornos por uso de substâncias ou transtornos aditivos.
E os chamados “vícios emocionais”?
Dentro da proposta do Biomagnetismo Emocional, também são investigados padrões emocionais recorrentes.
Entre os exemplos presentes no material utilizado pelo APPBIO estão:
brigas;
discussões;
dificuldades financeiras;
solidão;
abandono;
humilhação;
tristeza ou depressão;
raiva;
estresse;
reclamações;
negatividade;
fracassos.
Aqui também precisamos compreender corretamente a proposta.
Não significa necessariamente que “tristeza”, “raiva” ou “estresse” sejam vícios no sentido diagnóstico utilizado pelas áreas médicas e psicológicas.
Estamos falando da terminologia e da organização utilizadas dentro do modelo de rastreio do Biomagnetismo Emocional, para investigar padrões emocionais relacionados à pessoa atendida.
Não procure apenas pelo nome: procure pelas manifestações
Esse é um dos pontos mais importantes para utilizar corretamente o APPBIO.
Imagine que o paciente relate uso compulsivo de determinada substância.
Pesquisar Drogadição no Rastreio Medicinal ou Vício no BioEmocional pode ser um ponto de partida.
Mas o atendimento não precisa terminar nessa palavra.
Pergunte:
O que essa pessoa apresenta?
Ansiedade?
Irritabilidade?
Insônia?
Agitação?
Tristeza?
Isolamento?
Fadiga?
Compulsão?
Dificuldade de concentração?
Alterações de humor?
Sensação de vazio?
Raiva?
Estresse?
Quais são, de fato, seus sinais, sintomas e comportamentos?
Essas informações ajudam a tornar a pesquisa mais individualizada.
Por que pesquisar por sintomas no APPBIO?
O campo de busca por Sintomas funciona como uma ferramenta para encurtar o caminho do terapeuta.
Ao começar a digitar uma manifestação, o APPBIO apresenta os termos existentes na base. Ao selecionar um deles, o terapeuta consegue localizar os pares cuja semiologia está relacionada àquela manifestação.
Por exemplo, se o paciente relata tristeza, uma pesquisa por tristeza poderá apresentar diferentes pares.
Isso acontece porque uma mesma manifestação pode aparecer na semiologia de diferentes pares.
Portanto:
um sintoma não corresponde obrigatoriamente a um único par.
É necessário observar os demais sinais, sintomas e comportamentos descritos e comparar com aquilo que o paciente apresenta.
A pesquisa por sintomas não substitui o rastreio completo
Essa diferença é fundamental.
Quando utilizamos o campo Sintoma, estamos utilizando uma ferramenta para direcionar e encurtar a investigação a partir das manifestações relatadas pelo paciente.
Já no rastreio completo, o terapeuta percorre a linha de rastreio de forma ampla, testando os diferentes elementos previstos no método.
São estratégias diferentes.
A pesquisa por sintomas pode ser especialmente útil quando existe uma queixa específica e queremos localizar rapidamente possibilidades relacionadas.
O rastreio completo permite uma investigação mais abrangente, sem partir apenas dos sintomas previamente identificados.
Uma abordagem não precisa anular a outra.
Um exemplo prático
Imagine um paciente que procura atendimento e relata:
“Tenho um comportamento compulsivo com redes sociais. Quando tento parar, fico muito ansioso, irritado, durmo mal e percebo que uso o celular principalmente quando estou me sentindo sozinho.”
Temos várias informações.
Existe o comportamento relatado:
internet e redes sociais.
Mas existem também manifestações associadas:
ansiedade;
irritabilidade;
alteração do sono;
solidão.
O terapeuta poderá investigar o tema relacionado a Vício no Rastreio BioEmocional e também pesquisar individualmente essas manifestações no campo Sintoma.
No Rastreio Medicinal, conforme a proposta e a terminologia dessa linha, poderá também investigar Drogadição.
Os resultados encontrados são possibilidades para o rastreio — não uma confirmação automática de que determinado par seja a causa daquele comportamento.
A semiologia ajuda a diferenciar os resultados
Quando uma pesquisa apresenta vários pares, não significa que todos devam ser utilizados automaticamente.
Abra os resultados.
Leia a semiologia.
Compare:
Quais outros sintomas aparecem naquele par?
Eles também estão presentes no paciente?
Existe correspondência entre o conjunto de manifestações descritas e aquilo que foi relatado na anamnese?
Quanto maior a especificidade da informação fornecida pelo paciente, mais direcionada poderá se tornar essa investigação.
Depois, o terapeuta realiza o rastreio conforme o método.
Podemos resumir esse processo assim:
QUEIXA PRINCIPAL
↓
ANAMNESE
↓
IDENTIFICAÇÃO DOS SINAIS, SINTOMAS E COMPORTAMENTOS
↓
ESCOLHA DA LINHA DE RASTREIO
↓
DROGADIÇÃO — RASTREIO MEDICINAL
ou
VÍCIO — RASTREIO BIOEMOCIONAL
↓
PESQUISA DOS SINTOMAS ESPECÍFICOS
↓
ANÁLISE DA SEMIOLOGIA DOS RESULTADOS
↓
RASTREIO DOS PARES
↓
REGISTRO E ACOMPANHAMENTO NO APPBIO
O paciente é maior do que a palavra pesquisada
Esse princípio vale para vícios e para muitas outras situações encontradas na prática do biomagnetista.
Pesquisar uma palavra no APPBIO é uma porta de entrada, não a totalidade do atendimento.
Uma pessoa não é apenas “ansiedade”.
Não é apenas “tristeza”.
Não é apenas “vício”.
E não é apenas o diagnóstico que recebeu.
A anamnese, o histórico, os sinais e sintomas, os comportamentos relatados e o rastreio ajudam o terapeuta a construir uma investigação individualizada.
Por isso, quando o objetivo é uma avaliação mais abrangente dentro do método, o rastreio completo continua sendo uma ferramenta importante.
Quando existe uma manifestação específica e queremos encurtar o caminho, a pesquisa por sintomas do APPBIO auxilia na localização dos pares relacionados.
O Biomagnetismo é complementar
Também é fundamental compreender os limites da atuação profissional.
Dependências químicas, transtornos relacionados ao uso de substâncias, transtornos do controle de impulsos e outros quadros de saúde mental podem exigir avaliação e acompanhamento por médicos, psicólogos, psiquiatras e outros profissionais de saúde habilitados, conforme cada situação.
O biomagnetista não substitui esses profissionais, não estabelece diagnóstico médico e não deve orientar a interrupção de medicamentos ou tratamentos prescritos.
Dentro de sua prática complementar, seu papel é trabalhar com aquilo que pertence ao seu campo de atuação, utilizando a anamnese e o rastreio para investigar os sinais, sintomas e manifestações apresentados pela pessoa.
Tecnologia para organizar um rastreio cada vez mais individualizado
O APPBIO foi desenvolvido para ajudar o biomagnetista a transformar uma grande quantidade de informações em uma prática mais organizada.
Na plataforma, o profissional pode reunir anamnese, TCLE, prontuário, histórico do paciente, rastreio, pesquisa por sintomas, relatórios e acompanhamento das sessões em um único ambiente.
E a pesquisa é especialmente importante porque permite sair de uma queixa ampla e chegar às possibilidades existentes nas linhas de rastreio.
No caso dos vícios, lembre-se:
No Rastreio Medicinal, procure também por Drogadição.
No Rastreio BioEmocional, investigue Vício e os caracteres relacionados.
E, nas duas situações, escute o paciente e utilize seus sinais, sintomas e comportamentos para tornar a pesquisa mais específica.
Porque o objetivo não é encontrar uma receita pronta.
É utilizar a tecnologia para auxiliar um rastreio individualizado, organizado e coerente com aquilo que cada pessoa apresenta.
APPBIO: Transformando o Biomagnetismo, Potencializando Resultados.